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Pedagogia da autonomia – primeiras palavras

Dá prá indicar um livro tendo lido apenas as “Primeiras Palavras”??? Fala sério!! O livro em questão é o:

Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa, Paulo Freire, Ed. Paz e Terra, Coleção Leitura

Não é um livro tão antigo assim, é de 1996. Um clássico recente.

Sempre gostei de Paulo Freire, achei o máximo quando aprendi a metáfora da educação bancária, sobre a pedagogia do oprimido… Seus ideais de uma educação para todos (mesmo) sempre calaram fundinho em minha alma…

Mas este foi demais! Juro que só li as primeiras páginas, mas tenho certeza de que ainda vou escrever muito sobre isso por aqui! “A gente tem que escrever para dar autonomia para o leitor”, era isso o que dizia a Claudia Nucci, minha pedagoga de plantão no projeto Clique a Clique da Abril. Amo muito também essa menina! Quando vi o livro não resisti e comprei.

Será que educamos de fato para darmos autonomia? Dar autonomia é ensinar o cara a se virar, é o famoso “ensinar a pescar”, sem dar o peixe. Mas para ensinar a pescar temos que treinar a pesca… Sei… Treinar… Treinar o cara a apertar parafusos?

Em alguns momentos temos que treinar a pescar, mas tem que ter teoria também… Mostrar todos os lados da pesca, as possibilidades. Indicar o Universo da pesca e não o Mundinho da pesca.

“É nesse sentido, por exemplo, que me aproximo de novo da questão da inconclusão do ser humano, de sua inserção num permanente movimento de procura, que rediscuto a curiosidade ingênua e a crítica, virando epistemológica. É nesse sentido que reinsisto em que formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas”…

E não basta formar, tem que ser uma formação baseada na ética, mão não a ética do trabalho, do mercado, a ética humana.

“Educadores e educandos não podemos, na verdade, escapar à rigorosidade ética. Mas é preciso deixar claro que a ética de que falo não é a ética menor, restrita, do mercado, que se curva obediente aos interesses do lucro.” … “Falo, pelo contrário, da ética universal do ser humano.”

Sem diferenças, sem discriminação de raça, gênero ou classe. Não importa o quão diferente sejamos, somos todos igualmente humanos. E igualmente devemos ser tratados em todos os ambientes… Inclusive na escola, seja em Cursos Presenciais ou em Cursos Online.

Está bem claro que somos diferentes, não é para tentar igualar. O lance é respeitar as diferenças. Aceitar as diferenças não como um bem ou como um mal, apenas como diferenças. Simples assim.

“Isto não significa negar os condicionamentos genéticos, culturais, sociais a que estamos submetidos. Significa reconhecer que somos seres condicionados mas não determinados. Reconhecer que a História é tempo de possibilidade e não de determinismo, que o futuro, permita-se-me reiterar, é problemático e não inexorável.”

Ainda tenho muita leitura pela frente, mas já vou semeando minhas questões:

  • você ensina para a autonomia?
  • você usa a ética do mercado ou à do ser humano?
  • você está livre do determinismo e pronto para fazer o seu futuro?
  • você educa para libertar o outro do seu próprio determinismo e fazer o seu próprio futuro?

questionem-se!

bjs,
ana laura